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sábado, 17 de abril de 2010

G4

É o grupo das nações formado de Alemanha, Brasil, Índia e Japão, com o propósito de apoiar as suas entradas como membros permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas, o qual, presentemente, é formado de cinco membros permanentes, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia, com o poder de veto no Conselho de Segurança.
Quase todas as nações desejam uma remodelação das Nações Unidas, mas alguns têm as suas divergências, relativamente aos novos países a serem incluídos como membros permanentes do Conselho de Segurança. A República Popular da China e a Coreia do Sul são contra o Japão. Os EUA e a Itália contra a Alemanha. O Paquistão é contra a Índia. A Argentina e o México, contra o Brasil. Há notícias de que a China e os EUA acordaram bloquear a proposta do G4. O Japão deixou, formalmente, o Grupo dos Quatro (G4) em 2006, por discordar da proposta apresentada por Brasil, Alemanha e Índia para reformar o Conselho de Segurança da ONU, embora que em 2007 tenha reunido ao G4 para discutir a reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Apenas a França e o Reino Unido declararam que apoiam as reivindicações do G4.

BRIC

É o conjunto dos países formado de Brasil, Rússia, Índia e China, ( BRIC ), cujas economias se encontram em crescimento e supõe-se que até ao ano 2050 se venham a sobrepor-se ao conjunto das economias da União Europeia e dos Estados Unidos da América. Estes 4 países representam atualmente mais de um quarto da área terrestre do planeta e mais de 40% da população mundial. Ao mesmo tempo a Rússia, Índia e a China são grandes potências militares, excepto o Brasil. A Rússia e a China são membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Brasil e a Índia fazem parte do grupo das nações do G4 e querem ser membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O Brasil e a Rússia tem potencialidades económicas para serem maiores fornecedores de matérias-primas – Brasil, além de ter importantes reservas naturais de água e com fauna e flora ímpares em todo o mundo, como exportador de produtos agropecuários, soja e carne bovina, (com capacidade para alimentar mais de 40% da população mundial), cana-de-açúcar, produto importante na produção de combustíveis renováveis e sustentáveis, como álcool e biodisel, e ainda petróleo, aço e alumínio; a Rússia como grande fornecedor de hidrocarbonetos e de mão-de-obra e de tecnologia, altamente qualificada; a Índia e a China, com grande concentração de mão-de-obra e tecnologia, na produção de serviços e produtos manufaturados.
Estima-se que em 2050 no ranking de desenvolvimento das economias mundiais a China ocupe o 1º lugar, tendo como base seu acelerado crescimento económico sustentado, seguido dos EUA, Índia e o Brasil.
O México também se espera que sofra um grande desenvolvimento e seja a quinta maior economia mundial, seguida da Rússia.
Em 2009 estes países, após sua primeira reunião na Rússia, apelaram para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar.
Se estas previsões vierem a verificar-se, pois nada se pode garantir, sobretudo porque estes países estão vulneráveis a conflitos internos, governos corruptos e revoluções populares, é possível esperar alterar a ideia dum “norte rico e dum sul pobre”.

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quinta-feira, 15 de abril de 2010

clube nuclear

É a designação utilizada ao grupo dos países que possuem armas nucleares e dos que se supõe que tenham as armas nucleares. Ao total são 9 países. Destes 5 possuem armas nucleares: EUA, Rússia, Reino Unido, França e China. Os restantes 4 países não confirmam, nem negam, se têm armas nucleares, mas supõe-se que os mesmos possuem capacidade atómica militar: Israel e Índia, com reservas de plutónio e Paquistão, com reserva de urânio, e a Coreia do Norte. A África do Sul tinha as armas nucleares, mas desmontou seu arsenal nuclear e aderiu ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) de 1968, que tinha como fundamento básico limitar as armas nucleares dos países signatários: EUA, União Soviética-actual Rússia, China, Grâ-Bretanha e França, os quais são também membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Declararam-se também obrigados a não transferir armas nucleares aos países não-nucleares, nem ajuda-los a obtê-las. Este tratado foi ratificado por 187 países, incluindo a Coreia do Norte, que em 2003 se desvinculou. Os signatários não-nucleares concordaram em não desenvolver ou adquirir armas nucleares, podendo no entanto desenvolver a energia nuclear para fins pacíficos, desde que montorizados pelos inspetores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), sediada em Viena, na Austria. Em 2005 a Agência Internacional de Energia Atómica classificou o Irão como um país possuidor de armas nucleares, embora que este declare que está desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, situação que tem provocado tensão no Médio Oriente.

Os países estão preocupados com a possibilidade de as armas nucleares caírem nas mãos dos grupos terroristas, de quem não se sabendo a localização seria difícil localiza-los e contra ataca-los, enquanto no ataque dum Estado contra o outro Estado, aquele sabe que poderá sofrer represálias. Daí que os países-membros do clube nuclear e os outros Estados se encontram preocupados, e, os EUA e a Rússia estão discutir a possibilidade de procederem o seu próprio desarmamento nuclear faseado, como um incentivo a todos os países a aderirem ao Tratado de Não Proliferação das Armas Nucleares, e, assim, conter o surgimento de novas potências nucleares. A Guerra do Iraque foi uma guerra relacionada com a dúvida da existência de armas nucleares no Iraque. Os inspetores da AIEA foram autorizados a fazer um trabalho especial nos países que fazem parte do tratado, incluindo pesquisa em lugares que eles acharem ser de interesse fiscaliza-los. Foi esta condição, um dos motivos da retirada da Coreia do Norte do TNP.

terça-feira, 13 de abril de 2010

países não-alinhados

Inicialmente em 1949 estes países pobres da África e da Ásia eram conhecidos como do Terceiro Mundo. Surge a seguir o conceito “terceiro caminho”, que, posteriormente se afirma como “Movimento dos Não-Alinhados/Países Neutrais”.
É um grupo que pretendia assim mostrar a sua neutralidade, sem se alinharem nem pelos países comunistas, controlados pelo Moscovo, nem pelos países capitalistas, sob orientação dos Estados Unidos de América. Eram na sua maioria países recém-independentes, falando a língua do seu respetivo país colonizador, apesar de querem desligar-se inteiramente dos laços coloniais. Este grupo era formado por 29 países afro-asiáticos, abrangendo mais de metade da população mundial - Estados asiáticos: Afganistão, Arábia Saudita, Birmânia, Cambodja, Laos, Líbano, Ceilão, República Popular da China, Filipinas, Japão, Índia, Paquistão, Turquia, Síria, Israel, República Democráica de Vietnam, Irão, Iraque, Vietnam do Sul, Nepal, Iémen do Norte, e - Estados africanos: Etiópia, Líbia, Libéria e Egito. O objetivo era promoção da cooperação económica e cultural, como forma de oposição ao chamado colonialismo ou neocolonialismo. Em 1955 reuniram-se na Conferência de Bandung,  Indonesia, para debater preocupações comuns e as relações internacionais. Condenaram o colonialismo e reafirmaram os princípios das Nações Unidas:

1. Respeito aos direitos fundamentais consagrados na Carta das Nações Unidas

2. Respeito à integridade territorial e soberania de todas as nações.

3. Reconhecimento da igualdade de todas as raças e nações, grandes e pequenas.

4. Não-intervenção e não-ingerência nos assuntos internos de outro país, auto- determinação dos povos.

5. Respeito pelo direito de cada nação defender-se, individual e coletivamente, de acordo com a Carta das Nações Unidas.

6. Recusa na participação dos preparativos da defesa coletiva destinada a servir aos interesses particulares das superpotências.

7. Abstenção de todo ato ou ameaça de agressão, ou do emprego da força, contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.

8. Solução dos conflitos internacionais por meios pacíficos, negociações, conciliações a arbitragens por tribunais internacionais, de acordo com a Carta da ONU.

9. Estímulo aos interesses mútuos de cooperação.

10. Respeito pela justiça e obrigações internacionais.

Declararam que o racismo, imperialismo e o colonialismo, eram crimes contra a humanidade, e pediram responsabilidades aos países imperialistas para reconstruir os estragos por eles feito nos seus países. Mas apesar de não alinhados declararam socialistas. Em oposição ao conceito do conflito, leste-oeste, nesta conferência surgiu o conceito Norte-Sul, mundo dividido entre os países ricos e industrializados e os países pobres exportadores de produtos primários.
Na segunda conferência realizada em Belgrado, capital da Jugoslávia, em 1961, foi usado pela primeira vez o termo “Países Não-Alinhados”. Apesar da sua unidade ideologia, tiveram divergências e mesmo conflitos. A Índia, por exemplo, foi criticada por ter votado a favor da União Soviética na ONU, em 1956, após a invasão da Hungria por tropas soviéticas. Na prática esta neutralidade era aparente porque estes países ora se encostavam ao bloco soviético ora ao bloco capitalista, conforme as conveniências económicas e políticas de cada um, sobretudo por motivos da sua difícil situação económica. Estas tensões favoreciam os interesses dos E.U.A, da União Soviética e da China, como grandes potências. Um dos temas desta 2ª conferência foi a corrida armamentista entre os EUA e a União Soviética. Da América Latina, apenas Cuba participu como membro.
A mais recente conferência do MNA foi realizada em Havana Cuba, em 2006. O Brasil, embora não sendo membro, sempre acompanhou os trabalhos do Movimento na qualidade de observador.
Acabada a guerra fria com a queda da União Soviética, estes países tem agora como objetivo criar uma aliança contra a hegemnia dos EUA no mundo e já são formados de 116 membros.